quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

Será que proteína hidrolisada vale a pena?

Óleos oxidados tornam-se prejudiciais ao nosso organismo. Algo semelhante acontece com as proteínas, que apresentam uma estrutura tridimensional original que, se alterada, pode interagir negativamente com a Saúde. 
Cada proteína tem formas específicas que funcionam como uma chave que se encaixa em receptores selecionados; quando esta estrutura se altera, esse encaixe não acontece perfeitamente e os processos de regeneração celular são afetados. A proteína desnaturada perde sua característica natural, original, e, portanto, boa parcela dos seus benefícios, e passa a apresentar alguns problemas e até mesmo riscos severos para a saúde. 
No caso dos suplementos de Whey Protein (soro do leite), isto é de extrema importância. 
Existem basicamente três tipos de extratos proteicos disponíveis no mercado. 
O primeiro é o concentrado, que contém aproximadamente 80% de proteína e outros elementos (alguns ativos e benéficos, como a lactoferritina), o isolado, basicamente não contém outros elementos além da proteína, chegando a conter mais de 90% de proteína, e em seguida temos a versão hidrolisada, que foi filtrada de todos os outros elementos e foi quebrada a partir de um procedimento chamado hidrólise. Ela é ofertada como uma proteína de absorção mais rápida e eficiente, e é portanto a mais cara.
A menos que você seja um atleta de nível olímpico, a diferença em termos de “eficiência” destes suplementos para qualquer aspecto de seu desempenho esportivo ou construção corporal é, de acordo com os principais especialistas, absolutamente irrelevante. Então a primeira sugestão é não pagar mais caro por algo que não faz diferença na prática.

Entretanto, a proteína hidrolisada não é superior… oferecendo até mesmo efeitos colaterais indesejáveis.
O método de hidrólise utiliza ácidos que quebram a proteína integral em aminoácidos, deixando-os em suas formas livres. Dentro da estrutura natural, os aminoácidos são metabolizados no fígado e liberados gradualmente para os locais em que serão utilizados, mas em sua forma livres são rapidamente absorvidos na corrente sanguínea. 
Essa absorção rápida desequilibra o organismo e no caso específico de dois deles, o ácido glutâmico (ou glutamato) e o ácido aspártico (componente do aspartame), isto pode ser especialmente nocivo. Ambos são conhecidos como “excitoxinas” e podem gerar reações diversas, desde diarreias e dores de cabeça até problemas cardíacos sérios, dependendo da sensibilidade de cada um, e ao se acumularem no cérebro vão danificando os neurônios, podendo até mesmo matar as células cerebrais. 
Temos receptores de glutamato pelo trato digestivo e em diversas áreas do corpo, e quando seus níveis aumentam no sangue, estes receptores são rapidamente acionados, causando reações imediatas que, por ocorrerem com frequência após refeições em restaurantes de comida chinesa (que utilizam muito glutamato monossódico) ficaram conhecidas como “síndrome do restaurante chinês”. Esta sensibilidade se agrava quando há deficiência de magnésio, algo extremamente comum hoje em dia. 


Um concentrado proteico não aumenta o nível de glutamato no plasma sanguíneo, já uma proteína hidrolisada pode elevar em até 20 vezes a concentração de glutamato no sangue. Isto está muito longe de ser saudável ou desejável.
Além destes problemas, o processo de hidrólise das proteínas produz agentes potencialmente cancerígenos, como diversos tipos de cloropropanois, que são contaminantes graves, reconhecidos por órgãos de saúde e fiscalização (como a Anvisa) como altamente tóxicos
Assim, a sugestão de meus professores e orientadores é: se você gosta de utilizar este recurso nutricional (whey protein), busque a forma mais integral – o extrato concentrado, obtido de vacas que se alimentam de sua dieta natural e vivem um estilo de vida sustentável e ecológico.

Fonte; Flavio Passos

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